Coletiva na Galeria Leme investe na diversidade e foge do óbvio
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| Cabelo: "Ovo Bomba" (2018) |
A ideia foi construir um campo imaginário onde símbolos se sobrepõem à palavra escrita para comunicar tanto questões políticas quanto as relações entre o ser humano, o oculto e o desconhecido. "O título da exposição “⦿” remete ao símbolo utilizado para identificar o Sol, que em muitas culturas é compreendido como o indefinível ou a manifestação do divino. Seu simbolismo é tão diversificado quanto as contradições de interpretação do Sol – fonte de luz que além de vivificar, torna as coisas perceptíveis, contendo sempre algo que não pode ser explicado pelas vias da razão. “⦿” é também um círculo e um ponto, com propriedades simbólicas de perfeição, homogeneidade e indivisibilidade, posto que não tem começo e nem fim, o que o aproxima do conceito de tempo circular", explica o texto de apresentação da galeria.
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| Aline Motta: "Corpo Celeste" (2018) |
A segunda é pensada a partir do cosmograma Bakongo, referência ancestral da cultura Kongo do Oeste Africano. A obra, impressão sobre tecido, expõe também a relação entre ‘Nseke’ (mundo físico) e ‘Mpemba’ (mundo espiritual).
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| Abdias Nascimento: "Quilombismo (Exu e Ogum)" (1980) |
"As obras escolhidas são atravessadas por dimensões alegóricas, míticas, intuitivas e políticas e se utilizam de símbolos para emanar novas ideias e propostas de existência e relação. A prevalência do símbolo sobre a palavra é uma proposta de alternância de poder, para que novas ferramentas de luta e comunicação possam ser desenvolvidas em um mundo onde a escuta se faz cada vez mais escassa."
Mais uma das exposições que reafirmam o desejo da galeria de investir na diversidade e fugir do óbvio. Motivo pelo qual, inclusive, é uma das minhas galerias favoritas. Além do prédio, construção de Paulo Mendes da Rocha, que é espetacular.




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